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Petrobras investirá US$236,7 bi até 2017, com foco em produção

Posted in Américas, Economia, Comércio & Finanças by Emilia C. de Paula on 16/03/2013

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO -Reuters – 16/03/13.

A Petrobras elevou em apenas 200 milhões de dólares os investimentos que fará entre 2013 e 2017, de acordo com o novo programa de negócios divulgado nesta sexta-feira, mas aumentou significativamente os investimentos em exploração e produção no Brasil.

Os investimentos totais previstos no Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 somam 236,7 bilhões de dólares –maior programa empresarial de gastos do mundo–, ante 236,5 bilhões de dólares estabelecidos no plano de 2012-2016.

 

Deste total, o segmento de Exploração & Produção (E&P) receberá 147,5 bilhões de dólares e, diferentemente do plano anterior, os recursos serão direcionados exclusivamente para o Brasil. O objetivo, segundo a empresa, é a “manutenção das metas de produção de óleo e gás natural”.

Além disso, a companhia afirmou que o programa não incluiu novos projetos, “exceto para a exploração e produção de óleo e gás natural no Brasil”.

O aumento dos investimentos em E&P ocorre antes da retomada dos leilões de áreas de exploração de petróleo e gás no país, prevista para este ano, após a ausência de licitações no setor desde 2008.

O segmento de E&P continua respondendo, de longe, pela maior parte dos recursos, com 62 por cento do total a ser investido no período de 2013-2017.

No plano anterior, para o período 2012-16, a estatal previa investimentos totais em E&P de 141,8 bilhões de dólares, sendo que 131,6 bilhões dólares no Brasil –com expectativa de vender ativos no exterior, os investimentos externos nessa divisão foram reduzidos.

PRODUÇÃO

A meta de produção de petróleo e gás foi mantida, com expectativa de que em 2016 chegue a 3 milhões de barris de óleo equivalente/dia no Brasil, ante os 2,36 milhões de barris de janeiro. Para 2017, esse volume deverá subir para 3,4 milhões de barris (com 35 por cento tendo origem no pré-sal). E, para 2020, a extração está prevista para subir a 5,2 milhões de barris.

A área de Abastecimento, que tem sido o foco de perdas da Petrobras, em função da crescente importação de combustíveis a valores mais altos do que os de venda, segue sendo a segunda mais importante dentro da companhia, com investimentos previstos de 64,8 bilhões de dólares, ante 65,5 bilhões de dólares no plano anterior –item definido pela estatal no plano anterior como Refino, Transporte e Comercialização (RTC).

A área que sofreu maior redução de investimento no novo plano foi a de Gás & Energia, com queda de 28,3 por cento na comparação com o anterior, para 9,9 bilhões de dólares.

A área de biocombustíveis receberá 2,9 bilhões de dólares no período, queda de 23,7 por cento ante o plano anterior.

A carteira de projetos em implantação corresponde a 207,1 bilhões de dólares, contemplando todos os projetos já contratados e todos os de Exploração & Produção no Brasil.

A carteira em avaliação, com investimentos previstos de 29,6 bilhões de dólares, engloba projetos dos demais segmentos que atualmente se encontram em fase de identificação de oportunidade, projeto conceitual e projeto básico que, para migrar para a carteira em implantação, precisam confirmar viabilidade técnico-econômica.

DESINVESTIMENTOS

A Petrobras também informou que os desinvestimentos serão menores no novo plano, somando 9,9 bilhões de dólares, que devem ingressar no caixa da Petrobras principalmente em 2013.

A estatal desistiu de vender alguns ativos por conta do cenário econômico desfavorável, disse uma fonte da empresa à Reuters na condição de anonimato, e por isso houve redução na previsão de desinvestimento, que no plano anterior chegava a 14,8 bilhões de dólares.

FINANCIAMENTO

A Petrobras afirmou em nota que os recursos necessários para o financiamento dos projetos em implantação serão provenientes da geração de caixa operacional (164,7 bilhões de dólares), uso de caixa excedente (10,7 bilhões de dólares), desinvestimentos e reestruturações financeiras (9,9 bilhões de dólares) e captações (61,3 bilhões de dólares “bruto” e 21,4 bilhões de dólares “líquido”).

“Em 2013 haverá a combinação de maior investimento anual com menor geração operacional de caixa no período, situação que será revertida durante o período do Plano de Negócios e Gestão (PNG), com o fluxo de caixa livre, antes dos dividendos, se tornando positivo a partir de 2015”, disse a empresa.

A companhia destacou que o aumento da geração de caixa devido ao crescimento da produção e da maturação dos investimentos reduzirá a necessidade de captações ao longo do período 2013-17, tendo impacto no endividamento.

“A expectativa é que em 2017 a Companhia esteja apresentando uma geração operacional de caixa em torno de 50 bilhões de dólares por ano”, disse a estatal no documento.

A empresa também se comprometeu a manter a alavancagem financeira dentro da meta de 25 a 35 por cento no período, sem ultrapassar o limite de 35 por cento, e encerrando 2017 em 27 por cento.

Além disso, previu que o indicador dívida líquida/EBITDA retornará, a partir de 2014, ao limite definido de até 2,5 vezes, caindo para 1,65 vez em 2017.

O índice de dívida líquida/Ebitda ajustado subiu ao fim de 2012 para 2,77 vezes, ante 1,66 vez no final do ano anterior, alta de 67 por cento, levantando preocupações sobre o grau de investimento da empresa.

“A Companhia mantém seu compromisso com o investment grade e com a não emissão de ações”, acrescentou.

(Reportagem adicional de Jeb Blount)

Disponível em:

 http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE92E07U20130316?sp=true

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