Clipping de Relações Internacionais

Irã libera acesso ao Gmail

Posted in Opinião Pública/Mídia, Oriente Médio, Política & Política Externa by Emilia C. de Paula on 01/10/2012

Irã – DW – 01/10/1.

Com um dos maiores filtros de internet no mundo, Irã bloqueia dezenas de milhares de websites sob alegação de que são criminosos ou imorais. Bloqueio ao serviço de e-mail do Google gerou protestos até no Parlamento.

Autoridades iranianas liberaram nesta segunda-feira (01/10) o acesso ao Gmail, após uma semana de bloqueio ao serviço de e-mail do Google. “O conselho responsável por filtragem na internet comunicou sua ordem ao Ministério das Comunicações para que suspenda o bloqueio”, disse Mohammad Reza Aghamiri, membro do comitê, à agência de notícias Mehr.

Iranianos contatados online pela agência de notícias Reuters disseram ter tido o acesso ao Gmail restabelecido desde a noite deste domingo. As autoridades haviam anunciado no dia 23 de setembro que o acesso ao Gmail estava bloqueado no Irã “até nova ordem”, sem dar mais detalhes.

Agências de notícias iranianas disseram que o bloqueio estava relacionado à exibição do filme A Inocência dos Muçulmanos, considerado ofensivo ao profeta Maomé, através do portal de vídeos do Google, o YouTube.

O Irã mantém o YouTube bloqueado há muito tempo, mas os usuários parecem ter encontrado uma forma de acessar o website. Muitos iranianos contornam os bloqueios estatais com um software de Rede Privada Virtual (VPN, na sigla em inglês), que faz com que o computador pareça estar em outro país.

Efeito colateral

Apesar de o bloqueio ao Gmail ter sido anunciado oficialmente, Aghamiri disse na semana passada que a barreira para acessar a página teria sido uma consequência indesejada da tentativa de reforçar o bloqueio ao Youtube.

“Nós queríamos impedir o acesso ao YouTube, e o Gmail foi barrado também, mas isso não foi de propósito”, disse ele à Mehr.

Intencional ou não, o bloqueio ao Gmail gerou protestos até entre as autoridades do país. O deputado Hossein Garousi ameaçou convocar o ministro das Telecomunicações, Reza Taqipour, para depor no Parlamento caso o website não fosse desbloqueado.

Muitas das restrições impostas à internet no Irã remontam ao uso de páginas como YouTube e Facebook para convocar manifestações em massa contra o governo após a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.

FF/rtr/ap

Revisão: Luisa Frey

Disponível em:

http://www.dw.de/dw/article/0,,16277212,00.html

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