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Novos líderes norte-coreanos criticam Seul e seus aliados

Posted in Ásia & Oceania, Política & Política Externa by Emilia C. de Paula on 30/12/2011

SEUL – Reuters – 30/12/11.

A Coreia do Norte adotou um tom belicoso no seu primeiro contato com o mundo exterior desde a morte do líder Kim Jong-il, anunciando que sua posição combativa em relação à Coreia do Sul será mantida, e chamando os adversários de “tolos”.

 

O mundo observa ansiosamente a Coreia do Norte desde a morte de Kim, no dia 17, para tentar entender se o seu filho caçula e sucessor, Kim Jong-un, de estimados 28 anos, manterá a política de prioridade militar que deixou o isolado país próximo de desenvolver um arsenal nuclear.

 

“Nesta ocasião, declaramos solenemente a confiança de que os políticos tolos ao redor do mundo, incluindo as forças fantoches na Coreia do Sul, não devem esperar quaisquer mudanças da nossa parte”, disse uma apresentadora da TV estatal na sexta-feira.

 

Ela lia nota da Comissão Nacional de Defesa, instância mais poderosa do militarizado e miserável Estado comunista.

 

Abandonando os trajes pretos usados desde que a morte de Kim Jong-il foi anunciada, a locutora vestia vermelho-vivo e praticamente berrava a mensagem.

 

A Coreia do Norte está habituada a dirigir frases belicosas contra a Coreia do Sul, ameaçando, por exemplo, transformar Seul em um “mar de fogo”. A animosidade norte-coreana é especialmente forte contra o governo conservador sul-coreano de Lee Myung-bak, que assumiu o poder em 2008 e encerrou uma política de aproximação com Pyongyang.

 

“Nunca vamos nos envolver com o governo de Lee Myung-bak”, disse a locutora. “O mar de lágrimas sangrentas dos nossos militares e do nosso povo irão perseguir o regime fantoche até o final. As lágrimas vão se transformar em um mar de fogo vingativo que queima tudo.”

 

As duas Coreias travaram uma guerra entre 1950-53, e o conflito foi encerrado apenas por um cessar-fogo, e não por um armistício definitivo. Em 2010, os dois países estiveram próximos de um confronto, devido ao naufrágio de um navio sul-coreano, de cuja responsabilidade a Coreia do Norte se eximiu, e de disparos norte-coreanos contra uma ilha do Sul, no primeiro incidente com mortos civis desde o fim da guerra.

 

Pouco se sabe sobre Kim Jong-un, apontado em 2009 como sucessor do regime comunista criado por seu avô Kim Il-sung.

 

Ele foi nomeado “comandante supremo” da Coreia do Norte, mas deve governar, ao menos no começo, sob o amparo de figuras de destaque do regime, como seu tio Jang Song-thaek.

 

O governo sul-coreano não reagiu formalmente às declarações da Coreia do Norte.

 

(Reportagem da Redação de Seul)

Disponívele m:

http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE7BT00R20111230?sp=true

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