Clipping de Relações Internacionais

Reunião do clima busca denominador comum para substituir Protocolo de Kyoto

Posted in África, Organizações Internacionais & Regionais by Emilia C. de Paula on 08/12/2011

BBC – 08/12/11.

Faltando dois dias para o encerramento da reunião das Nações Unidas sobre mudança climática em Durban, na África do Sul, negociadores se esforçam para encontrar um denominador comum e finalmente dar corpo a um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto.

O tratado, firmado em 1997, prevê metas de corte de emissões de gases do efeito estufa em países desenvolvidos até o ano que vem, mas existe muita resistência à criação de um segundo período de compromisso, pós-2012.

Faltando dois dias para o encerramento da reunião das Nações Unidas sobre mudança climática em Durban, na África do Sul, negociadores se esforçam para encontrar um denominador comum e finalmente dar corpo a um acordo para substituir o Protocolo de Kyoto.

O tratado, firmado em 1997, prevê metas de corte de emissões de gases do efeito estufa em países desenvolvidos até o ano que vem, mas existe muita resistência à criação de um segundo período de compromisso, pós-2012.

Os países mais pobres não querem aceitar créditos no fundo, mas dinheiro vivo.

Para o embaixador Figueiredo, ele não pode se transformar em uma “casca vazia”.

Entre as propostas negociadas para preencher essa “casca verde”, está um imposto sobre combustíveis usados para transporte de cargas.

No entanto, os Estados Unidos estariam dificultando a sua aprovação.

Outra divergência importante diz respeito à aplicação da verba do fundo: que porcentagem iria para adaptação (o que beneficiaria mais os países pobres) e para mitigação (corte de emissões) – o que interessaria mais aos países ricos, atrelados a metas de redução.

Emissões por desmatamento

Se o progresso sobre Kyoto e Fundo Verde parece lento, observadores afirmam que o processo de implementação do REDD, o mecanismo de incentivo à redução de emissões provocadas por desmatamento, vem avançando.

Até o fim de sexta-feira, ministros de Estado terão que reduzir as propostas feitas pelo grupo de trabalho.

Entre as principais dificuldades a serem enfrentadas estão a fonte das finanças e a questão das salvaguardas.

No caso do financiamento, existem resistências ao uso do mercado, com a divisão entre países que defendem investimentos centralizados pelo governo e outros que querem a atuação direta do mercado.

Já as salvaguardas dizem respeito a artigos específicos sobre a proteção de povos indígenas e locais, biodiversidade e outros, com o objetivo de evitar que REDD acabe trazendo mais prejuízos do que vantagens.

Organizações ambientalistas e de direitos humanos defendem não só a inclusão de salvaguardas no texto, como também o monitoramento delas, para garantir que estejam sendo cumpridas.

Disponível em:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111208_durban_forcatarefa_ebc.shtml

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