Clipping de Relações Internacionais

EUA e UE pedem saída de presidente sírio

Posted in Oriente Médio, Paz & Conflito by Emilia C. de Paula on 18/08/2011

Síria – BBC – 18/08/11.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a União Europeia pediram, nesta quinta-feira, a saída do líder sírio, Bashar al-Assad, do poder, após a violenta repressão a protestos de oposicionistas no país.

Foram anunciadas também novas sanções contra seu regime.

“Para o bem do povo sírio, chegou o momento do presidente Assad deixar o poder”, disse Obama por meio de um comunicado lido pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

Pouco depois, a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, emitiu comunicado afirmando que o bloco “percebe a completa perda de legitimidade de Bashar al-Assad aos olhos da população síria e a necessidade de ele deixar o poder”.

“A União Europeia condena nos termos mais fortes a campanha brutal que Bashar al-Assad e seu regime estão conduzindo contra seu povo”, prosseguiu.

Os governos de Alemanha, Grã-Bretanha e França também pediram pela saída de Assad.

Sanções

O presidente americano disse que a população do país deve ter direito de escolher seus líderes e que ouviu seus pedidos para que não ocorra uma intervenção militar na Síria,

Ele também afirmou que apoiará os esforços para que o país se torne mais justo e democrático.

Para isso, aprovou “sanções inéditas” para aumentar o isolamento de Assad e diminuir seu poderio militar.

“Assinei uma ordem requisitando o congelamento imediato de todos os bens em nome do governo sírio que estão sob jurisdição americana e a proibição de cidadãos dos EUA de fazerem negócios com esta administração”, disse Obama.

A medida também proíbe a importação de petróleo ou produtos petrolíferos sírios.

Cidadãos americanos ficam proibidos de investir ou trabalhar em território sírio.

“Esperamos que estas sanções sejam amplificadas por outras”, finalizou.

A União Europeia disse que também deve anunciar em breve novas sanções contra a Síria.

ONU

Também nesta quinta-feira, um relatório de investigadores das Nações Unidas afirmou que a violência usada pelo governo da Síria contra manifestantes opositores do regime pode ser classificada como crimes contra a humanidade.

O documento afirma ter encontrado um padrão de violações dos direitos humanos usados sistematicamente para atacar a população civil.

Os investigadores disseram que as forças sírias usaram com regularidade três métodos para matar civis: soldados no terreno, atiradores nos telhados e bombardeios aéreos.

Foram descritas também execuções sumárias, o uso de frequentes batidas em hospitais para matar manifestantes feridos, além de relatos de tortura e detenções arbitrárias.

Soldados ouvidos pelos investigadores dizem ter recebido ordens de usar munição real contra manifestantes e os que se recusavam, eram mortos.

Os investigadores disseram que foram mortas pelo menos 1,9 mil pessoas, inclusive crianças. Segundo eles, marcas de ferimentos nos corpos das vítimas indica uma política de “atirar para matar”.

O governo sírio disse que o número de 1,9 mil seria correto, mas inclui também integrantes das forças de segurança mortos por manifestantes. Na quarta-feira, Assad disse à ONU que as operações contra os manifestantes haviam sido interrompidas.

No entanto, a afirmação foi negada por ativistas defensores dos direitos humanos, que dizem que a violência prossegue.

O relatório pediu para que o Conselho de Segurança da ONU, que deve se reunir nesta quinta-feira, “considere levar a situação síria para o Tribunal Penal Internacional”.

Disponível em:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110818_siria_eua_ue_rc.shtml

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