Clipping de Relações Internacionais

Lagarde tem apoio do G8 para FMI; pode ser investigada na França

Posted in Europa, Política & Política Externa by Emilia C. de Paula on 29/05/2011

PARIS – Reuters – 29/05/11.

Todos os líderes do G8 apoiam a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, para a direção-geral do FMI, disse neste domingo o ministro do Exterior francês Alain Juppe. Ao mesmo tempo, Lagarde criticou a possibilidade de uma investigação sobre o seu papel num caso legal de 2008.

A França tomou o cuidado de não se manifestar quanto à candidatura de Lagarde durante a cúpula do G8 que ocorreu em Deauville na quinta e na sexta-feira, mas Juppe afirmou que os oito países dão apoio firme a Lagarde.

“Entre os oito chefes de Estado e de governo, além do presidente da Comissão Europeia e do presidente do Conselho Europeu, que estavam presentes, houve apoio unânime a Christine Lagarde,” disse Juppe na televisão Canal+.

O cargo mais alto do Fundo Monetário Internacional (FMI) está vago desde que Dominique Strauss-Kahn renunciou depois de acusado de tentativa de estupro, acusação que ele promete combater.

Os Estados Unidos neste domingo mantiveram a sua política de não anunciar apoio a um candidato específico. “Não irei além do que eu já disse. Nós apoiamos o processo que está sendo montado pelo FMI para encontrar um diretor, e apoiamos um processo que produza o melhor candidato possível”, disse Jay Carney, porta-voz do presidente Barack Obama.

O principal obstáculo no caminho de Lagarde é a possibilidade de um inquérito sobre o seu papel no acordo legal que em 2008 envolveu o pagamento de 408,2 milhões de dólares ao empresário Bernard Tapie, um aliado do presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Os opositores do Partido Socialista acusam Lagarde de abuso de poder, por ela ter autorizado o pagamento.

Lagarde, que viaja para o Brasil no domingo como parte da sua campanha ao FMI, questionou a base legal e factual do pedido de um promotor para uma investigação formal sobre o seu papel no caso Tapie.

Ela tem dito que a sua consciência está tranquila. Tapie, ex-ministro de governo de esquerda, que mudou de lado para apoiar Sarkozy em 2007, foi pago para chegar a um acordo em uma disputa legal com um banco estatal.

Um tribunal francês havia tomado uma decisão contra Tapie em 2006, mas a disputa se mantinha aberta quando Sarkozy chegou a Presidência.

Encerrando a saga, Lagarde concordou em desistir do processo judicial e submeter o caso a um painel de arbitragem privado, contra a vontade de alguns no seu ministério.

Na visita ao Brasil, Lagarde tentará o apoio das economias emergentes à sua candidatatura. Os países em desenvolvimento vêm criticando a possibilidade de o novo diretor ser mais uma vez um europeu. O único outro candidato declarado é o presidente do Banco Central mexicano, Agustin Carstens.

Disponível em:

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE74S01N20110529?sp=true

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