Clipping de Relações Internacionais

Irã pede autorização para passagem de navios de guerra por Suez

Posted in Oriente Médio, Política & Política Externa by Nejme Joma on 18/02/2011

CAIRO (Reuters) 

 O Egito informou nesta sexta-feira que recebeu uma solicitação do Irã para a passagem de navios de guerra iranianos pelo Canal de Suez, uma ação que o chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, havia qualificado esta semana como uma “provocação”.

“Nós a enviamos às autoridades competentes”, disse à Reuters um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Egito, acrescentando que a requisição havia sido encaminhada ao Ministério da Defesa e à Autoridade do Canal de Suez.

 Ele não disse quando seria tomada uma decisão sobre se a passagem dos navios, do mar Vermelho para o Mediterrâneo, seria autorizada.

 Para atravessar a estratégica passagem marítima, os navios de guerra precisam da aprovação dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores do Egito.

 O Irã informou que os dois navios — uma fragata e um navio com suprimentos — planejavam cruzar o canal.

 (Por Edmund Blair)

Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/110218/mundo/mundo_egito_ira_suez_israel

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Uma resposta

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  1. edelvio coelho lindoso said, on 18/02/2011 at 17:03

    Chegou a hora de um leve teste da autoridade provisória do Exército Egípcio. Essa autoridade é mediadora entre o antigo regime opressor e o próximo, com presunção liberal e democrática. Será o do momento a decidir a licença de passagem ao Irã, ou ele, por atenção a Israel e a Avigdor, Chanceler sionista, vai cozinhar uma solução, até a passagem do poder ao novo governo legítimo? Tem-se que esperar, para ver. Naturalmente, Teerã não estará querendo invadir Israel com a poderosa frota de uma fragata e um navio de suprimentos. Seria um prodígio surreal. Por sua vez, o abusado aprendiz de imperador, está ficando muito aborrecido por esta poderosa e terrível frota estar bordejando o Seu Mar, sem a sua permissão, para buchichar com Damasco, sem que ele possa saber o que.
    Em nome da ombridade do Egito, o mundo só espera que seu mandatário no plantão, não assuma a triste figura de pedir conselho ou autorização aos antigos colonizadores. Se assim for, não haverá a mais mínima fidúcia de ele continuar no papel de mediador, por curto que seja o tempo. Aguardem os espectadores.


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