Clipping de Relações Internacionais

Obama diz ver sinais positivos no Egito e critica governo do Irã

Estados Unidos – BBC Brasil –  15/02/2010

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que está vendo “sinais satisfatórios” vindos do Egito, onde os militares assumiram temporariamente o poder após a renúncia do presidente Hosni Mubarak, na semana passada.

Obama comparou a situação no Egito, onde manifestantes protestaram durante 18 dias consecutivos até conseguir que Mubarak deixasse o poder, com o Irã, onde forças de segurança responderam com violência a protestos nesta segunda-feira.

“Nós enviamos uma mensagem forte aos nossos aliados na região, dizendo ‘vamos olhar para o exemplo do Egito em oposição ao exemplo do Irã’”, disse Obama, em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

“Eu acho irônico que você tenha o regime iraniano fingindo celebrar o que aconteceu no Egito quando, na verdade, eles agiram em total contraste ao que aconteceu no Egito, atirando e batendo em pessoas que estavam tentando se expressar pacificamente no Irã”, afirmou.

Apoio

As manifestações no Irã foram convocadas inicialmente como apoio às mudanças ocorridas no Egito e na Tunísia, onde manifestações populares no mês passado também levaram à queda do governo.

“O que foi verdadeiro no Egito deve ser verdadeiro no Irã, que é o povo ter o direito de expressar suas opiniões, suas queixas, e buscar um governo mais compreensivo”, afirmou o presidente americano.

Obama disse ainda os Estados Unidos não podem ditar o que acontece dentro do Irã, mas afirmou esperar que os iranianos continuem a ter “a coragem “ de expressar seu desejo por maior liberdade e por um governo “mais representativo”.

“Minha esperança e minha expectativa é que nós continuemos a ver o povo do Irã ter a coragem de poder expressar sua ânsia por maior liberdade e por um governo mais representativo”, disse.

Militares egípcios

O líder americano elogiou a postura do conselho militar que assumiu o governo egípcio, por ter reafirmado seu compromisso em manter tratados internacionais firmados anteriormente e se reunido com a oposição para iniciar as discussões sobre reformas no país.

De acordo com Obama, a oposição sentiu que os militares estão sérios em sua intenção de guiar o país para eleições justas e livres.

“Obviamente ainda há muito trabalho a ser feito no Egito, mas o que vimos até agora é positivo”, disse Obama.

“O Egito vai precisar de ajuda para construir instituições democráticas e também fortalecer uma economia que foi atingida em consequência do que aconteceu. Mas até o momento nós estamos vendo os sinais certos vindo do Egito”, afirmou.

Resposta pacífica

Nos últimos dias, diversos países árabes também registraram protestos pedindo por reformas.

Segundo o presidente americano, uma nova e vibrante geração está pedindo por mudanças no Oriente Médio, e os governos da região precisam reconhecer a “fome de mudança” de suas populações.

“O mundo está mudando”, afirmou Obama.

Acesso em: 16/02/2010

Disponível em:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/02/110215_obama_egito_ira_ac.shtml

“É muito importante que, em todas as manifestações que estamos assistindo na região, os governos respondam pacificamente a protestos pacíficos”, disse.

Uma resposta

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  1. edelvio coelho lindoso said, on 16/02/2011 at 16:38

    Louve-se o Egito enquanto o movimento popular contra o mandante perpétuo, possa manter seu caráter expontaneo. A afirmação do Chefe do Exército, de manter os acordos internacionais antes firmados, deixou israelenses e americanos e também ingleses muito alvoroçados e dispostos a dar todo auxílio que os vitoriosos precisarem. Que a passagem até as eleições livres seja breve e as lideranças vencedoras, com o Exército, Irmandade, descontaminados do trio atrás referido, tenham a sensatez de assim continuar. A grande tentação está em não poder, ou não querer, abrir mão do tesouro, quase dois bilhões de doláres anuais, atualmente um dinheiro emprutescente mas ainda não desprezível, do inimigo-íntimo, os EUA, e continuar servindo de para-choque para Sion, e escurecendo o vulto do terceiro judas, os ingleses. Êsse trio malígno deve ser extirpado e substituido por outras alianças. Não se deixem seduzir pelo canto de sereia do Irã, de trocar uma ditadura por uma teocracia. Se ele formar um aliado confiável, sem essa excrescência, ser-lhe-á muito útil, adcionando outros parceiros que queiram trocar negócios, e nunca impor situações. Esta é a hora, desde que elejam líderes iluminados, nacionalistas e lisos.


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