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Conselho da Federação Russa ratifica tratado de desarmamento nuclear Start

Moscou, 26 jan (EFE).

O Conselho da Federação Russa, a câmara alta do Parlamento do país, ratificou nesta quarta-feira o novo tratado de desarmamento nuclear Start, depois de a Duma, a câmara baixa, ter feito o mesmo na terça.

O documento, já aprovado em dezembro pelo Senado dos Estados Unidos, obriga a reduzir em 30% o número de cargas nucleares, até 1.550 por país, e limita a 800 o de vetores estratégicos, como mísseis intercontinentais, submarinos e bombardeiros.

O Conselho da Federação Russa assinalou que “dá especial importância a que o cumprimento do novo tratado Start por parte da Rússia seja seguido pela implementação de medidas políticas, econômicas e militares para garantir a confiabilidade e a eficácia do potencial estratégico” do país.

Além disso, considera fundamental que o acordo inclua o reconhecimento de Rússia e Estados Unidos “da existência do vínculo entre armas ofensivas estratégicas e armas defensivas estratégicas e a crescente importância desta correlação no processo de redução de armas nucleares estratégicas”.

A declaração do Conselho da Federação Russa acrescenta que a redução de armas nucleares “levará ao nascimento de uma nova situação” no desarmamento nuclear.

O novo Start, assinado em Praga em abril do ano passado pelos presidentes russo, Dmitri Medvedev, e americano, Barack Obama, tem como objetivo manter a paridade estratégica entre as superpotências.

O tratado, que substitui o Start assinado em julho de 1991, no epílogo da União Soviética, tem vigência de dez anos, mas pode ser prolongado de mútuo acordo por um período máximo de cinco anos. EFE

Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/s/26012011/40/mundo-conselho-da-federacao-russa-ratifica.html

Uma resposta

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  1. edelvio coelho lindoso said, on 26/01/2011 at 17:34

    Isso é mais um grande lero. O fim, todos sabem, roda,roda,roda e vai dar no Irã, no momento. Nem entre eles mesmos, há como medir esses 30% de desnuclearização. Já imaginaram a Rússia ou a China adentrando as instalações americanas, para medição e contabilização dessas armas, ou imobilizando um vaso-de-guerra em qualquer dos grandes mares, para esse fim? O verso também é verdadeiro. Nesse bloco, quem está fica, quem quer entrar, sonha. Israel, diz-se, detentor dessas armas, enterradinhas no deserto de Neguev; ele não afirma nem desmente, e duvida-se que OTAN ou NATO, ou ONU, ou qualquer ban-ban vá lá certificar-se. Isso é lorota e jogo marcado. Quem tem, tem, e quem não tem, nunca terá.


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