Clipping de Relações Internacionais

Ministério da Fazenda dos EUA inclui banco de Hamburgo na lista negra

Posted in Oriente Médio, Política & Política Externa by Leila Yatim on 14/09/2010

Alemanha – Junge Welt – 13/09/2010.

Na quinta-feira, a China novamente reprovou sanções unilaterais contra o Irã. Um dia antes, um grande catálogo de sanções por parte da Coréia do Sul entrou em vigor, e com isto o país se juntou aos EUA, a UE, Canadá, Austrália e Japão. “Esperamos que as partes continuem visando uma solução diplomática, através do diálogo e das negociações”, disse o porta-voz do Ministério do Exterior da China, Dschiang Ju. Mais cedo na terça-feira, o Ministro do Exterior da Rússia, Sergei Lavrov, advertiu que as decisões unilaterais de sanção comprometem a base para futuras políticas conjuntas.

Na quarta-feira, o governo em Seul anunciou medidas punitivas contra 102 empresas e 24 cidadãos do Irã. O banco iraniano mais importante representado na Coréia do Sul, o Banco Mellat, vai precisar, até mesmo para transações mínimas, da aprovação do governo. Investimentos iranianos em petróleo e gás na Coréia do Sul futuramente serão sujeitos a restrições, Era necessário uma forte pressão norte-americana para colocar Seul neste trilho. Coréia do Sul recebe aproximadamente dez por cento das suas importações de petróleo do Irã, e o país no Oriente Médio é um mercado em plena expansão para produtos sul-coreanos.

Como Washington trata os seus “parceiros” no âmbito da formação de uma frente contra o Irã, pode ser observado no exemplo de uma outra medida, anunciada na terça-feira: O Ministério da Fazenda dos EUA incluiu o banco com sede em Hamburgo “Europäisch-Iranische Handelsbank” (EIHB) na lista negra. Qualquer empresa de qualquer país, que continue realizando transações com o EIHB, pode ser completamente excluída do mercado financeiro os EUA. Enquanto o Ministério da Fazenda dos UA comunicou que “espera medidas paralelas pelas autoridades alemãs “, o Ministério do Exterior Alemão declarou que apenas uma foi “ informado de antemão sobre as medidas “ e “tomou conhecimento”. Nesta quarta-feira, o jornal “Süddeutsche Zeitung” relatou que pelo menos um estado-membro da UE já pediu em junho para colocar o banco na lista de sanções européias. No entanto, o Governo Federal não considerou que tinha base legal para isto.

A decisão do Ministério da Fazenda dos EUA baseia-se principalmente no fato que o EIHB realizou operações financeiras com o Banco Mellat, que já há mais tempo consta na lista negra. Em comunicado à imprensa, a autoridade americana fala abertamente. “O EIHB funcionou como artéria financeira do Irã. Como um dos poucos acessos remanescentes ao sistema financeiro europeu, o EIHB tem contribuído para um enorme volume de transações para bancos iranianos já antes incluídos na lista negra. (…) Com o forte aperto de sanções, será cada vez mais difícil o Irã encontrar bancos como EIHB que ainda cooperem.“

Enquanto isso, o Irã anunciou na terça-feira que tinha alcançado a auto-suficiência com a gasolina. Devido à falta de capacidades de refinarias, a gasolina ate hoje foi considerada como ponto vulnerável da economia iraniana. De acordo com o Ministro do Petróleo Masoud Mirkazemi, no final de agosto a produção diária alcançou 66,5 milhões de litros de gasolina. Observadores receberam a notícia com ceticismo, como líderes iranianos ainda algumas semanas tinham previstos a auto-suficiência para o ano de 2012. Mas é um fato que o Irã nos últimos anos reduziu drasticamente a sua dependência das importações de produtos de refinaria: segundo estimativas ocidentais, a dependência caiu de 40% para apenas 25%.

Disponível em: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midia-internacional/alemanha/junge-welt/2010/09/13/ministerio-da-fazenda-dos-eua-inclui-banco-de

Acesso em: 13/09/2010.

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