Clipping de Relações Internacionais

Irã reduz cooperação com agência da ONU

Teerã – Zero Hora – 17 de Junho de 2010.

Parlamento iraniano aprova lei que limita possibilidades de inspeção no país

O Parlamento iraniano adicionou uma pitada de tensão nas relações com a comunidade internacional sobre a questão nuclear: aprovou um projeto de lei para instar o governo a reduzir ao mínimo a cooperação com o Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Além disso, no mesmo dia, o chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi, anunciou que o Irã construirá em breve um novo reator de pesquisa nuclear médica mais potente do que o existente em Teerã.

A medida do Parlamento, controlado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, responde à decisão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que aprovou na semana passada o endurecimento das sanções internacionais impostas ao Irã pelas suspeitas sobre seu programa nuclear – com oposição da Turquia e do Brasil. As novas medidas estabelecem mais restrições às operações dos bancos iranianos e aumentam a vigilância das transações no Exterior de todas as entidades financeiras do país.

Em seu documento, a assembleia iraniana demanda ao Executivo que restrinja a colaboração com a citada agência da ONU aos limites mínimos especificados pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), do qual a República Islâmica é signatária. O Parlamento quer que o governo continue com o polêmico programa de enriquecimento de petróleo a 20%, uma das principais causas da imposição de sanções ao país pelo Conselho de Segurança da ONU. Ao mesmo tempo, Ahmadinejad disse ontem que ainda mantém portas abertas para negociar uma solução com o Ocidente.

Estados Unidos ampliam sanções contra o Irã

Sobre o novo reator de pesquisa nuclear médica, Salehi afirmou que o objetivo é produzir radioisótopos. O chefe da Organização da Energia Atômica iraniano não especificou em que Estado será implantado o projeto, nem informou a potência do novo reator. O Irã dispõe atualmente em Teerã de um reator de pesquisa nuclear de 5 megawatts construído antes da revolução islâmica de 1979.

O país lançou em fevereiro passado a produção de urânio enriquecido a 20% para, segundo versão oficial, fabricar combustível para o reator. A decisão causou nova crise. A comunidade internacional suspeita de que Teerã pretenda construir uma bomba atômica.

Também ontem, os EUA anunciaram a ampliação de medidas punitivas contra companhias e pessoas vinculadas ao programa nuclear do Irã ou que o ajudam a evadir as sanções internacionais (confira quadro nesta página).

O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, explicou que o objetivo das sanções é dissuadir outros governos e instituições financeiras estrangeiras que realizam negócios com essas entidades e, dessa forma, evitar que apoiem “atividades ilícitas do Irã”.

acesso em: 17 de Junho de 2010.

disponível em: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/zero-hora/2010/06/17/ira-reduz-cooperacao-com-agencia-da-onu.

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