Clipping de Relações Internacionais

Indústria acomoda-se em abril, cenário é de expansão

Posted in Américas, Economia, Comércio & Finanças by Emilia C. de Paula on 01/06/2010

RIO DE JANEIRO – Reuters – 01/06/10.

A produção industrial brasileira registrou em abril a primeira queda mensal desde novembro do ano passado, em um movimento que o mercado vê como de acomodação após fortes altas recentes.

A queda foi de 0,7 por cento em abril ante março. Em relação a abril de 2009, quando a economia estava abatida pela crise mundial do crédito e a base de comparação é fraca, houve salto de 17,4 por cento, a quinta taxa positiva de dois dígitos seguida, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Analistas consultados pela Reuters projetavam retração de 1,1 por cento mês a mês –com faixa de previsões entre queda de 0,5 e 1,8 por cento– e avanço anual de 15,1 por cento –com estimativas entre 14,7 e 16,7 por cento.

Em abril sobre março, a produção caiu em 12 setores, avançou em 14 e ficou estável em um. Os destaques de queda foram Bebidas (-11 por cento), Celulose e papel (-6,1 por cento), Outros produtos químicos (-3,5 por cento) e Máquinas para escritório e equipamentos de informática (-11,3 por cento).

Entre as categorias de uso, na comparação mês a mês apenas a produção de bens de consumo semi e não duráveis teve queda, de 0,8 por cento, após quatro meses de alta. As demais cresceram: bens de capital com avanço de 2,4 por cento, o 13o seguido, e bens intermediários e de bens de consumo duráveis com avanço de 0,5 por cento cada.

Em relação a abril de 2009, houve crescimento da atividade em 25 dos 27 setores pesquisados e em 73 por cento dos produtos pesquisados. Destacaram-se os crescimentos de Veículos automotores (32,2 por cento), Máquinas e equipamentos (47,8 por cento) e Metalurgia básica (30,7 por cento).

Todas as categorias de uso tiveram aumento da produção ano a ano. Bens de capital foram o destaque com salto de 36,3 por cento, seguidos por bens de consumo duráveis (20,9 por cento), bens intermediários (17,8 por cento) e bens de consumo semi e não duráveis (7,9 por cento).

O dado de março em relação a fevereiro foi revisado para cima, para alta de 3,4 por cento, ante leitura preliminar de avanço de 2,8 por cento.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Denise Luna)

Disponível em:

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE65004220100601?sp=true

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