Clipping de Relações Internacionais

Boeing amplia os esforços para a venda do Super Hornet ao Brasil

Posted in Américas, Regiões, Segurança Nacional & Defesa by Ariel Boldrini on 12/08/2009

Brasil – Defesa Brasil – 11/08/2009

Como parte dos esforços finais em busca da vitória no F-X2, a Boeing trouxe ao Brasil um time de peso. Nada menos que seis dos seus principais executivos estão esta semana no país para dar continuidade às conversações sobre a proposta do F/A-18 Super Hornet ao Brasil.

Nesta segunda-feira o Vice-Presidente Executivo da Boeing e CEO da Boeing Integrated Defense Systems (IDS), Jim Albaugh, concedeu entrevista coletiva em São Paulo para atualizar a proposta da empresa ao Brasil. Além dele, estavam presentes o Presidente da Boeing Military Aircraft, Chris Chadwick, o Presidente da Global Services and Support, Dennis Muilenburg, o Presidente da Divisão Network and Space Systems da Boeing IDS, Roger Krone, o Presidente da Phanton Works, Darryl Davis e o Chief Operating Officer da IDS, John Lockard.

Jim Albaugh fez uma breve apresentação da empresa e dos negócios em andamento pelo mundo. O executivo fez questão de ressaltar a ideia do Brasil como parceiro dos EUA. Albaugh destacou a importância cada vez maior do país no cenário internacional e disse que a Boeing não pode ficar de fora desse mercado. Por várias vezes afirmou que se tratava de uma “proposta sem precendentes” na história das relações EUA-Brasil. Ele lembrou que a antecipação da notificação ao Congresso dos EUA pela DSCA é “um claro sinal de que o Governo dos EUA está dando todo o suporte à proposta.” Sobre o valor de 7 bilhões de dólares, que consta na notificação, ele foi direto: “Posso certificar que o preço não é de 7 bilhões de dólares.”, afirmou deixando no ar a sugestão de uma estratégia para não entregar o valor real da proposta aos concorrentes.

O executivo informou que a empresa identificou um potencial de cerca de 1,5 bilhão de dólares no desenvolvimento de projetos com a indústria nacional. “O F-X2 nos ajudou a perceber o grande potencial da indústria brasileira. Ganhando ou perdendos nós faremos negócios no Brasil.”, prometeu. Perguntado que tipo de projetos poderiam estar na lista, ele não escondeu o interesse da empresa no projeto do novo cargueiro KC-390 da Embraer. “O KC-390 sem dúvida é um projeto que gostamos muito e trabalharemos junto com a Embraer.”, disse Albaugh. Ele também lembrou da parceria com a Santos Lab na área de VANTs, anunciada na LAAD deste ano.

Sobre transferência de tecnologia, Jim Albaugh voltou a afirmar que toda a tecnologia presente no Super Hornet que foi requisitada pelo Brasil já foi aprovada para liberação pela Secretaria de Estado norte-americana. Ele preferiu não fazer comparações entre a proposta dos EUA e a dos demais concorrentes. “Eu não posso especular sobre isso. O que posso afirmar é que a nossa proposta [de transferência de tecnologia] é tão boa quanto a dos outros.”, disse.  Sobre o fato de não haver qualquer referência sobre o assunto na notificação ao Congresso, ele afirmou que, por tratar-se de uma nota de equipamentos, a transferência de tecnologia não faz parte deste tipo notificação.

Questionado sobre eventuais limitações do Super Hornet enquanto plataforma frente aos concorrentes, Albaugh não negou, mas disse que, em sua visão, para a guerra moderna, o mais importante são os sensores e a capacidade de armamento da aeronave e nisso o Super Hornet é superior ao Rafale e ao Gripen NG. Ele citou o exemplo do radar AN/APG-79 AESA que, segundo ele, é o melhor em produção e entre os que estão em projeto.

A Boeing escalou um time de peso na vinda ao Brasil. Foto: Vinicius Pimenta/DBA Boeing escalou um time de peso na vinda ao Brasil. Foto: Vinicius Pimenta/DB

Já Chris Chadwick, Presidente da Boeing Military Aircraft, destacou que os Super Hornets que o Brasil pode adquirir estarão no mesmo nível de capacidade dos que estão em uso pela US Navy e os que foram adquiridos pela Austrália. “Serão exatamente os mesmos sensores, armamentos e sistemas, exceto pelos que a própria FAB requisitou de diferenças.”, afirmou.

O Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Boeing, Michael Coggins, comentou sobre a aparente incoerência entre a entrevista ao DB e a notificação ao Congresso norte-americano na questão de armamentos. O executivo confirmou as palavras da entrevista e disse que a FAB fará uma concorrência em separado para o pacote de armamentos. Ele explicou que a presença dos mísseis na notificação é uma forma de demonstrar que não há limitações dos EUA sobre o assunto e que as quantidades mínimas apenas fazem parte do pacote porque os concorrentes também incluiriam pequenas quantidades de seus armamentos em suas propostas.

Os executivos da Boeing seguem agora para Brasília. Durante a estada na capital federal, eles vão encontrar autoridades brasileiras e falar para a mídia local.

Disponível em: http://defesabrasil.com/site/noticias/fab/boeing-amplia-os-esforcos-para-a-venda-do-super-hornet-ao-brasil.php Acesso em: 12/08/2009

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