Clipping de Relações Internacionais

FAB recebe últimos dados antes de definir novo caça

Posted in Américas, Regiões, Segurança Nacional & Defesa by Rodrigo Felismino on 06/08/2009

Valor Econômico – 06/08/2009

Termina hoje o prazo para que as empresas que disputam o contrato de fornecimento de 36 caças multimissão ao Brasil, conhecido pela sigla FX-2, encaminhem mais um conjunto de informações a um questionário enviado pela FAB para esclarecer dúvidas relativas a aspectos legais do contrato. O projeto FX-2 tem valor estimado em mais de US$ 2 bilhões.

“São em torno de quatro perguntas de natureza jurídica, feitas com o objetivo de esclarecer algum ponto que não ficou completamente claro. Isso significa que o processo não foi concluído e está em andamento”, disse uma fonte que acompanha de perto o processo de seleção dos novos caças.

O diretor de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da Boeing, Michael Coggins, confirmou o recebimento de um novo pedido de informações e disse que a empresa atenderia a solicitação dentro do prazo solicitado. O executivo não detalhou o conteúdo do novo questionário, mas fez questão de elogiar o profissionalismo da FAB e do governo brasileiro na condução do programa.

O diretor da Gripen International, Bengt Janér, disse que a empresa – outra concorrente – já respondeu todas as perguntas que foram formuladas sobre a proposta envolvendo o caça Gripen. “Em princípio todo o processo já foi encerrado e agora só estamos aguardando o anúncio da decisão final.”

A assessoria de imprensa da Rafale International (grupo Dassault) preferiu não comentar o assunto e informou que a empresa está confiante na escolha do governo por uma aeronave de combate apta a atender todas as necessidades técnicas e geopolíticas do Brasil e por um programa de parceria que inclui total transferência de tecnologia.

O novo pedido de informações, na opinião de uma fonte ligada ao processo, é um indicativo de que o relatório final da Aeronáutica sobre as três propostas encaminhadas continua sendo preparado e que a recomendação do vencedor ainda não foi feita ao Ministro da Defesa. O relatório, de acordo com a fonte, é único, mas engloba quatro análises: técnico-operacional, logística, industrial e transferência de tecnologia e contrapartida.

Devido ao aspecto estratégico do programa, o governo tem enfatizado e dado maior peso a questão da transferência de tecnologia. Na reta final, o processo de escolha dos novos jatos tem gerado muitas especulações, o que vem acirrando cada vez mais a disputa.

Segundo a fonte, a tese de que a FAB não faria em seu relatório final nenhum posicionamento favorável a uma aeronave, devido ao fato da decisão ser política, não faz sentido. “Historicamente, todos os relatórios de compra de equipamentos da FAB foram conclusivos. Isso faz parte da índole militar.”

O processo de escolha dos novos caças teve início em junho de 2008, com a publicação de um pedido de informações, do qual participaram seis empresas. No fim de setembro a FAB divulgou as três finalistas: Boeing, Dassault e Gripen. Em fevereiro as empresas entregaram suas propostas iniciais e em junho suas melhores e últimas ofertas. A previsão é que o processo seja encerrado ainda este mês, mas o prazo final para o anúncio do vencedor é o dia 23 outubro, segundo informou a fonte.

Virgínia Silveira

Disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/8/6/fab-recebe-ultimos-dados-antes-de-definir-novo-caca. Acesso em 6/8/2009.

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2 Respostas

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  1. Arlindo Reis said, on 17/08/2009 at 20:23

    Me preocupo muito com o fato da possibilidade do governo brasileiro cair mais uma vez numa armadilha norte-americana. Caso decida pela mercadoria da Boeing, será justamente o que ocorrerá. Primeiro: Os yankees não tem tradição em transferir tecnologia. Segundo: Eles terão autoridade sobre os caças fabricados aqui com tecnologia deles, porque é bem assim que eles agem. O caso envolvendo os aviões Tucanos e a Venezuela é um bom exemplo. Eles estão mais preocupados em manter o controle sobre o Brasil, do que no lucro a obter pelas vendas desses produtos. Se negociar com a França, além do Rafale ser pelo que dizem os técnicos um excelente caça, a chance da transferência de tecnologia é mais provável, porém se negociar com a sueca Saab a possibilidade de uma real norte-mericano, o que na realidade brasileira o torna tecnicamente bem mais interessante, além da qualidade tecnológica que segundo técnicos é excelente.

  2. Arlindo Reis said, on 17/08/2009 at 20:27

    CORREÇÃO:Me preocupo muito com o fato da possibilidade do governo brasileiro cair mais uma vez numa armadilha norte-americana. Caso decida pela mercadoria da Boeing, será justamente o que ocorrerá. Primeiro: Os yankees não tem tradição em transferir tecnologia. Segundo: Eles terão autoridade sobre os caças fabricados aqui com tecnologia deles, porque é bem assim que eles agem. O caso envolvendo os aviões Tucanos e a Venezuela é um bom exemplo. Eles estão mais preocupados em manter o controle sobre o Brasil, do que no lucro a obter pelas vendas desses produtos. Se negociar com a França, além do Rafale ser pelo que dizem os técnicos um excelente caça, a chance da transferência de tecnologia é mais provável, porém se negociar com a sueca Saab a possibilidade de uma real de transferência de tecnologia é quase certa, o que na realidade brasileira o torna tecnicamente bem mais interessante, além da qualidade que segundo técnicos é excelente.


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