Clipping de Relações Internacionais

Porta-aviões São Paulo volta à ativa após 4 anos em reforma

Posted in Américas, Regiões, Segurança Nacional & Defesa by Rodrigo Felismino on 29/07/2009

O Estado de S. Paulo – 29/07/2009

Depois de quatro anos fora de operação no Arsenal de Marinha, no Rio, o porta-aviões São Paulo (A-12) finalmente deixará o cais. Está previsto para agosto o início das primeiras provas de mar do navio-aeródromo brasileiro desde que foi para o estaleiro por causa de um acidente a bordo. Em maio de 2005, o rompimento de uma rede de vapor provocou um incêndio que matou três tripulantes. O reparo não levaria mais de seis meses, mas a Marinha decidiu antecipar uma manutenção preventiva, que duraria dois anos. Novas avarias estenderam os trabalhos e só agora ele volta ao centro da esquadra.

Com 266 metros de comprimento, 160 dos quais ocupados pela pista de pouso e decolagem dos caças Skyhawk, o São Paulo é a maior embarcação da armada e o único porta-aviões da América do Sul. Em outubro de 2007, parte dos reparos foi concluída e o navio chegou a reiniciar as operações, mas o eixo propulsor direito apresentou problemas e precisou ser substituído. Segundo a Marinha, só esta operação consumiu mais de um ano. Os militares aproveitaram para modernizar a planta propulsora dos caças e revisar equipamentos. Cerca de R$ 80 milhões foram gastos na manutenção.

Depois de quatro anos de instruções em terra, os pilotos voltam às manobras na pista do São Paulo. O navio vai ao mar em agosto para testes que devem durar cerca de três meses, navegando entre o litoral paulista e o capixaba. Só depois dessa etapa, esclarece a Marinha, o São Paulo estará de volta às missões de treinamento com os demais navios da Esquadra.

Prestes a completar 50 anos, o São Paulo volta à ativa em meio ao esforço de reequipamento da Marinha no contexto da Estratégia Nacional de Defesa. A Força fez este ano aquisições importantes, com o novo navio oceanográfico Almirante Maximiano. Custou quase R$ 80 milhões e vai atuar na Antártida. Na sexta-feira, chega ao Rio o Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC), comprado do Reino Unido. Rebatizado de Almirante Saboia, foi usado pela Marinha Britânica na Guerra das Malvinas e missões no Golfo Pérsico.

O comandante da Marinha, almirante Júlio de Moura Neto, pretende investir 23,4 bilhões até 2014. Com deficiências de manutenção, a maior parte dos 23 aparelhos não sai do chão.

Alexandre Rodrigues

Disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/7/29/porta-avioes-sao-paulo-volta-a-ativa-apos-4-anos-em-reforma. Acesso em 29/7/2009.

3 Respostas

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  1. alexandre ferreira da cruz said, on 10/09/2009 at 15:00

    Ola eu sou apaixonado pelas forças armadas quero ver o rafael [f2]sobre voando o céu Cuiabá!!!

  2. Oswaldo Mello De Menezes said, on 14/09/2009 at 16:18

    Trabalho no setor Offshore á 20 anos, tenho certeza que foi um ótimo negócio
    realizado pela Marinha do Brasil a compra do São Paulo. Será muito util para o patrulhamento na área do pré-sal. Pessoas que não tem nenhum conhecimento do que é soberania e defesa de um Pais é que falam sem conhecimento de causa
    Parabens ao Nosso Grande Comandante Da Marinha Do Brasil Almirante Júlio De Moura Neto.Oswaldo Diretoria Da AVANTE OFFSHORE DO BRASIL

  3. dhou said, on 25/10/2009 at 20:21

    estou de acordo com o companheiro, quem não conhece opina eroneamente,lamentavel,apesar de eu tambem não conhecer absolutamente nada de marinha,analiso o seguinte,esperiencia,não se adquire com facilidade,se não adquericemos o são paulo onde colocariamos a tripulação e o conhecimento já adquiridos com o minas gerais,voltariamos para tras ao inves de adquirir mais esperiencia e conhecimento,estava a venda e por um otimo preço barato,em comparação a contrução de um novo,de que adianta contruir um super porta aviões gastar uma fortuna não saber operar e nem ter os aviões compativeis e nem o suporte tecnico suficiente para operar uma cidade ambulante,assim com o são paulo vamos adquirindo mais experiencia e no futuro se necessario contruir mais com tecnologia e conhecimento propios, apezar de eu achar que o mais importante no mar hoje seria submarinos nucleares pois podem permanecer ate 12 meses sem reabastecimento no mar corvetas e lanhas de ataque e defesa rapdos e gastar o que puder em tecnologia de miceis e aviões não tripulados, gasta menos em operações e ariscam menos vidas e podem cer controlados 24 horas com facilidade,esta é a opinião de quem não sabe nada e não levem em concideração.


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