Clipping de Relações Internacionais

Chineses se veem acima dos demais emergentes

Posted in Ásia & Oceania, Opinião Pública/Mídia, Regiões by Rodrigo Felismino on 17/06/2009

Valor Econômico – 16/06/2009

Os países que compõem os Bric têm, segundo o ponto de vista chinês, pouca coisa em comum.

Uma pesquisa que coletou uma amostra variada de opiniões em Pequim revelou que há uma visão unânime a respeito da posição da China em relação aos outros três países que formam o grupo, tratado pelos chineses como “os quatro países de tijolos dourados”.

“A China já ultrapassou os outros países de tijolos dourados e seu potencial é ainda muito maior que o dos outros”, disse o técnico em TI Zhang Rui, de 32 anos.

“A economia chinesa é de longe mais dinâmica que a dessas outras economias”, disse o bancário Brad Shao, também 32 anos. E não são só chineses patrióticos que acreditam que a China está jogando numa categoria acima da dos outros três.

A ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Jenny Shipley e integrante do conselho do Banco de Construção da China (o segundo maior banco do mundo em valor de mercado), acredita que a China deixou o Brasil, a Rússia e a Índia para trás e que os três combinariam mais com o México para formar os “Brim”.

Isso certamente não impede Pequim de entrar na cúpula como o primeiro entre os iguais, especialmente quando muitos na China sentem que há uma oportunidade histórica de mudança no equilíbrio do poder global, num movimento que pende para a Ásia.

“Eu não sei muito a respeito do Brasil, mas a América Latina é sempre atingida por instabilidade política, não é?”, disse Larry Chin, de 42 anos.

O declínio da Rússia, da posição de superpotência para a de um petro-Estado de segunda classe costuma ser evocada como um alerta sobre os perigos da liberalização do sistema político autoritário do país.

E a Índia, por sua vez, é considerada de modo geral como um lugar que nunca se transformará numa superpotência, em parte por causa das falhas se seu sistema político liberal.

Jamil Anderlini, Financial Times, de Pequim

Disponível em: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/6/16/chineses-se-veem-acima-dos-demais-emergentes. Acesso em 16/6/2009.

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Uma resposta

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  1. manuel morales said, on 17/06/2009 at 10:46

    Os dirigentes chineses não pensam assim. Sabem que se não se unirem à Rússia e ao Brasil, em uma aliança estratégica global,não poderão contar com o petróleo e o gaz russos, e o petróleo do pré-sal e o minério de ferro brasileiro no futuro. Além disso, os 4 grandes têm muito mais em comum entre si do que o México, por exemplo. Todos são detentores de grandes reservas internacionais (41% do total) e são os primeiros credores da dívida em títulos federais dos Estados Unidos, enquanto o México está pedindo dinheiro ao FMI. A cúpula do BRIC em Yekaterimburgo não é o início de um processo, mas o seu lançamento político. Estratégicamente, os BRIC são países parceiros em áreas como a de defesa e aeroespacial. Que eu saiba o México não possui uma fábrica de aviões na China, como a EMBRAER brasileira tem em Harbin, não tem há anos um programa de desenvolvimento e lançamento de satélites com a China, o CBERS, nem uma empresa de lançamento de foguetes com a Ucrânia e acordos de cooperação espacial com a Rússia, e muito menos vende aviões radares AEW&C para a Força Aérea indiana. A ignorância de pseudo-analistas ocidentais a respeito das relações que há muito ligam nossos 4 países, os faz dizer, com ligeireza, o tipo de idiotices que estão falando agora.


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